{"id":515,"date":"2023-06-29T16:09:19","date_gmt":"2023-06-29T19:09:19","guid":{"rendered":"https:\/\/sbop.com.br\/paciente\/?post_type=consensos&#038;p=150"},"modified":"2025-02-21T16:07:10","modified_gmt":"2025-02-21T19:07:10","slug":"diretrizes-acerca-do-acompanhamento-e-tratamento-da-uveite-relacionada-a-aij","status":"publish","type":"consensos","link":"https:\/\/sbop.com.br\/medico\/consensos\/diretrizes-acerca-do-acompanhamento-e-tratamento-da-uveite-relacionada-a-aij\/","title":{"rendered":"Diretrizes Acerca do Acompanhamento e Tratamento da Uve\u00edte Relacionada \u00e0 AIJ"},"content":{"rendered":"\n<p><a class=\"btn btn-primary text-white text-decoration-none\" href=\"https:\/\/sbop.com.br\/paciente\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2023\/06\/Diretriz-AIJ.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Baixar a diretriz em PDF<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Autores:&nbsp;<\/strong>Luiza M Neves, M Haefeli, Luisa M Hopker, Fabio Ejzenbaum, Heloisa M Nascimento, Nadia Aikawa, Maria Odete Hilario, Claudia S Magalh\u00e3es, Maria Teresa Terreri, Flavio Sztajnbok, Clovis AA Silva, J\u00falia D Rossetto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-color\" style=\"color:#02369f\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>A artrite idiop\u00e1tica juvenil (AIJ) \u00e9 a doen\u00e7a reum\u00e1tica autoimune cr\u00f4nica mais frequente em crian\u00e7as e adolescentes. A AIJ compreende um grupo heterog\u00eaneo de artrite com in\u00edcio antes dos 16 anos de idade, caracterizado por pelo menos uma inflama\u00e7\u00e3o articular com dura\u00e7\u00e3o \u2265 6 semanas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A AIJ tamb\u00e9m est\u00e1 associada \u00e0 uve\u00edte, uma inflama\u00e7\u00e3o dos componentes uveais do olho, incluindo a \u00edris, o corpo ciliar e a cor\u00f3ide. Essa uve\u00edte associada \u00e0 AIJ (uve\u00edte-AIJ) geralmente \u00e9 uma iridociclite e \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o extra-articular mais comum.<\/p>\n\n\n\n<p>A AIJ geralmente \u00e9 assintom\u00e1tica; portanto, seu diagn\u00f3stico pode ser tardio, resultando em complica\u00e7\u00f5es que amea\u00e7am a vis\u00e3o. Um ter\u00e7o dos casos de uve\u00edte-AIJ pode apresentar complica\u00e7\u00f5es oculares j\u00e1 no momento do diagn\u00f3stico. As taxas de complica\u00e7\u00f5es oculares variam de 35,5\u201367% das crian\u00e7as e adolescentes afetados. As complica\u00e7\u00f5es podem incluir sin\u00e9quia, ceratopatia, catarata, glaucoma ou hipertens\u00e3o ocular, fibrose macular e perda de vis\u00e3o. J\u00e1 a uve\u00edte associada ao HLA-B27 positivo e \u00e0 artrite relacionada \u00e0 entesite \u00e9 mais comumente uma uve\u00edte anterior aguda (UAA) sintom\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Diretrizes internacionais foram desenvolvidas, mas n\u00e3o h\u00e1 nenhuma diretriz nacional estabelecida para triagem, acompanhamento e tratamento da uve\u00edte-AIJ. Portanto, os objetivos deste documento s\u00e3o orientar o monitoramento e o tratamento da uve\u00edte-AIJ no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-color\" style=\"color:#02369f\">M\u00e9todos<\/h3>\n\n\n\n<p>Essas diretrizes foram desenvolvidas com base na literatura m\u00e9dica e na experi\u00eancia cl\u00ednica do Comit\u00ea de Especialistas com o objetivo de definir o tratamento oftalmol\u00f3gico ideal para pacientes com uve\u00edte-AIJ.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A revis\u00e3o da literatura referente a triagem, diagn\u00f3stico, tratamento e monitoramento da uve\u00edte-AIJ foi realizada por meio do PubMed, de 2000 a 2019 e rendeu 141 estudos cient\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados e estudos cient\u00edficos selecionados foram revisados por seis membros da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pedi\u00e1trica (SBOP) e do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), al\u00e9m de seis membros da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e\/ou da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). Esses estudos consistiram em meta-an\u00e1lises e revis\u00f5es sistem\u00e1ticas, bem como diretrizes, consensos, estudos de caso-controle, estudos observacionais e relatos de casos sobre AIJ. Foram exclu\u00eddos estudos com idiomas diferentes do ingl\u00eas ou do portugu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>O Comit\u00ea de Especialistas avaliou os estudos identificados quanto ao seu desenho e qualidade de execu\u00e7\u00e3o. Os estudos qualificados pelo n\u00edvel de evid\u00eancia e for\u00e7a das recomenda\u00e7\u00f5es foram priorizados e suas classifica\u00e7\u00f5es foram uniformizadas, quando aplic\u00e1vel, com base na classifica\u00e7\u00e3o proposta por Heiligenhaus et al.<sup>3<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00edvel de evid\u00eancia:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00edvel I: baseado em dois ou mais ensaios cl\u00ednicos randomizados (RCTs) de alta qualidade; em estudos com alto n\u00edvel de evid\u00eancia pela Classifica\u00e7\u00e3o de Recomenda\u00e7\u00f5es de Avalia\u00e7\u00e3o, Desenvolvimento e Avalia\u00e7\u00e3o (GRADE), ou afirma\u00e7\u00f5es da diretriz SBP \/ SBR com n\u00edvel A de evid\u00eancia (estudos experimentais ou observacionais com maior consist\u00eancia).<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00edvel II: baseado em um pequeno n\u00famero de RCTs, mais de um estudo controlado, mas n\u00e3o randomizado, ou mais de um RCT de qualidade inferior; em estudos de coorte ou caso-controle, preferencialmente de mais de um grupo de pesquisa ou mais de um centro; em observa\u00e7\u00f5es de efeitos n\u00edtidos em estudos n\u00e3o controlados; em estudos com n\u00edvel de evid\u00eancia moderado pelo GRADE, ou declara\u00e7\u00f5es da diretriz SBP \/ SBR com n\u00edvel B de evid\u00eancia (estudos experimentais ou observacionais com consist\u00eancia inferior)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00edvel III: com base na opini\u00e3o de especialistas, experi\u00eancia cl\u00ednica, em estudos descritivos, coorte , ou estudos de caso-controle de qualidade inferior; em estudos com n\u00edvel de evid\u00eancia baixo ou muito baixo por GRADE, ou declara\u00e7\u00f5es da diretriz SBP \/ SBR com n\u00edvel C ou D de evid\u00eancia (estudos de relatos de caso; ou consenso baseado em opini\u00e3o de especialistas).<\/p>\n\n\n\n<p>A for\u00e7a da recomenda\u00e7\u00e3o foi classificada como:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00edvel A: recomenda\u00e7\u00e3o forte (\u201cdeve\u201d) e quando os efeitos desej\u00e1veis superaram os efeitos indesej\u00e1veis pelo American College of Rheumatology \/ Arthritis Foundation (ACR \/ AF).<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00edvel B: recomenda\u00e7\u00e3o atenuada (\u201cdeveria \u201d), incluindo recomenda\u00e7\u00f5es condicionais (quando os efeitos desej\u00e1veis provavelmente superaram os efeitos indesej\u00e1veis) por ACR \/ AF.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00edvel 0: recomenda\u00e7\u00e3o aberta (\u201cpode\u201d).<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os representantes da sociedade envolvidos aprovaram o documento final das diretrizes. A aprova\u00e7\u00e3o da \u00e9tica foi dispensada porque n\u00e3o houve participa\u00e7\u00e3o de um sujeito humano.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-color\" style=\"color:#02369f\">Resultados<\/h3>\n\n\n\n<p>Epidemiologia<\/p>\n\n\n\n<p>A incid\u00eancia de AIJ varia de 1,6 a 23 \/ 100.000 e a preval\u00eancia de 3,8 a 400 \/ 100.000.7 A incid\u00eancia e preval\u00eancia combinadas s\u00e3o maiores para meninas (10,0 [9,4\u201310,7] \/ 100.000 e 19,4 [18,3\u201320,6] \/ 100.000) do que para meninos (5,7 [5,3\u20136,2] \/ 100.000 e 11,0 [10,2\u201311,9] \/ 100.000) .7, 8<\/p>\n\n\n\n<p>A uve\u00edte-AIJ \u00e9 a principal manifesta\u00e7\u00e3o extra-articular.1 Uma metan\u00e1lise recente estimou sua preval\u00eancia combinada de 11,8% (IC95% 11,2 a 12,4%), com uma incid\u00eancia decrescente provavelmente devido \u00e0 detec\u00e7\u00e3o precoce e adequada, preventiva e terap\u00eautica protocolos.2 A uve\u00edte na popula\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica varia nas diferentes regi\u00f5es do mundo. Globalmente, uma correla\u00e7\u00e3o inversa \u00e9 observada entre o n\u00edvel de desenvolvimento de um pa\u00eds e a frequ\u00eancia da doen\u00e7a e a quantidade de danos relacionados \u00e0 doen\u00e7a e ao tratamento.9 No Brasil, a preval\u00eancia de uve\u00edte-AIJ foi relatada como 6,4% em um hospital terci\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-color\" style=\"color:#02369f\">Fatores de risco para uve\u00edte-AIJ<\/h3>\n\n\n\n<p>A uve\u00edte-AIJ tem v\u00e1rios fatores de risco, incluindo idade no in\u00edcio da artrite, sexo, subtipo de AIJ, positividade para anticorpos antinucleares (FAN) e positividade para ant\u00edgeno leucocit\u00e1rio humano (HLA)-B27.1, 2 A uve\u00edte anterior cr\u00f4nica (UAC) geralmente est\u00e1 associada com idade mais jovem no in\u00edcio da AIJ (menos de 6 anos), sexo feminino, doen\u00e7a oligoarticular (quatro ou menos articula\u00e7\u00f5es no in\u00edcio da doen\u00e7a) e positividade do FAN.1, 15, 16 FAN positivo ocorre em 70 a 90% dos casos de uve\u00edte-AIJ.2 Duas grandes publica\u00e7\u00f5es, um estudo retrospectivo de 1.047 pacientes canadenses e uma coorte longitudinal de 435 crian\u00e7as n\u00f3rdicas, relataram o risco significativo dependente da idade de desenvolver uve\u00edte apenas para meninas.8, 17<\/p>\n\n\n\n<p>A UAA tamb\u00e9m est\u00e1 associada a pacientes pr\u00e9-adolescentes e adolescentes, sexo masculino, artrite relacionada \u00e0 entesite e HLA-B27 positivo.1,18 A uve\u00edte tamb\u00e9m pode ser observada em pacientes com poliartrite com fator reumatoide (FR) negativo, artrite psori\u00e1tica e, mais raramente, na AIJ de in\u00edcio sist\u00eamico.18 Nesse sentido, o subtipo poliarticular com FR positivo revelou-se protetor para uve\u00edte.2<\/p>\n\n\n\n<p>A idade de in\u00edcio da artrite foi de 3,8\u20134,8 anos em pacientes com uve\u00edte e de 7,0\u20137,3 anos em pacientes sem uve\u00edte.16,19 A incid\u00eancia cumulativa de uve\u00edte foi de 25\u201330% na oligoartrite de curso estendido, seguido por 16\u201318% na oligoartrite persistente, 4\u201314% na poliartrite com fator reumatoide negativo e 10\u201312% na artrite psori\u00e1tica. 16, 18, 20<\/p>\n\n\n\n<p>Quinze por cento dos pacientes brasileiros com AIJ eram brancos, com leve predomin\u00e2ncia do sexo masculino (55,5%). A m\u00e9dia de idade no in\u00edcio da AIJ foi de 5,1 anos e a m\u00e9dia no in\u00edcio da uve\u00edte foi de 9 anos. Em pacientes com UAC, 80% tinham AIJ oligoarticular e 60% tinham FAN positivo.24<\/p>\n\n\n\n<p>Os fatores de risco previamente associados ao mau progn\u00f3stico da uve\u00edte-AIJ incluem sexo masculino, curta dura\u00e7\u00e3o entre o in\u00edcio da artrite e o desenvolvimento de uve\u00edte, presen\u00e7a de sin\u00e9quias, alto grau de c\u00e9lulas da c\u00e2mara anterior e baixa acuidade visual no diagn\u00f3stico da uve\u00edte.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-color\" style=\"color:#02369f\">Apresenta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica<\/h3>\n\n\n\n<p>A uve\u00edte-AIJ \u00e9 principalmente anterior (iridociclite), n\u00e3o granulomatosa, bilateral, geralmente persistente (dura\u00e7\u00e3o&gt; 3 meses) e raramente limitada (dura\u00e7\u00e3o \u2264 3 meses) .29 O curso cl\u00ednico pode ser cr\u00f4nico (uve\u00edte persistente com recidiva em &lt;3 meses ap\u00f3s a interrup\u00e7\u00e3o do tratamento), recorrente (epis\u00f3dios repetidos separados por per\u00edodos de inatividade sem tratamento com dura\u00e7\u00e3o \u2265 3 meses de dura\u00e7\u00e3o) e aguda (uve\u00edte limitada com in\u00edcio s\u00fabito).<\/p>\n\n\n\n<p>A artrite geralmente precede a uve\u00edte, em uma m\u00e9dia de 4-5 meses.16, 18, 19 Em 48% dos pacientes, a uve\u00edte aparece dentro de 6 meses do in\u00edcio da artrite e, em 73%, a uve\u00edte ocorre dentro de 12 meses.16 Em apenas 3-7% dos pacientes a uve\u00edte precede a artrite.16, 17, 30-32<\/p>\n\n\n\n<p>UAC \u00e9 o subtipo mais frequente, ocorrendo em 68,3\u201390% dos pacientes.8,33 UAA ocorre em 10\u201316,2% e \u00e9 mais frequentemente encontrado na artrite relacionada \u00e0 entesite. Uve\u00edte anterior recorrente ocorre em 12%, 8, 33 enquanto a pan-uve\u00edte foi raramente descrita, ocorrendo em at\u00e9 3,5% dos pacientes com uve\u00edte-AIJ.33<\/p>\n\n\n\n<p>UAC \u00e9 geralmente assintom\u00e1tica e leva a um alto risco de complica\u00e7\u00f5es que amea\u00e7am a vis\u00e3o devido ao diagn\u00f3stico tardio. As complica\u00e7\u00f5es oculares ocorrem em 35,5\u201367% das crian\u00e7as e adolescentes afetados, incluindo sin\u00e9quias (27\u201333%), ceratopatia em banda (15,7\u201329%), catarata (8\u201331%), glaucoma ou hipertens\u00e3o ocular (8\u201319%) e fibrose macular (15,7\u201329%). 2 A incid\u00eancia cumulativa de defici\u00eancia visual \u00e9 de 9,2% para uve\u00edte-AIJ.34 As estimativas de acuidade visual foram inferiores a 20\/50 em 11\u201331% e inferiores a 20\/200 em 12%. 2 Status legalmente cego ocorreu em 5,6% dos olhos afetados.35 \u00c9 importante ressaltar que um ter\u00e7o das uve\u00edtes associadas \u00e0 AIJ podem apresentar complica\u00e7\u00f5es oculares no momento do diagn\u00f3stico.2 Por outro lado, a UAA se apresenta como unilateral e epis\u00f3dica, com in\u00edcio s\u00fabito de hiperemia ocular, dor e fotofobia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-color\" style=\"color:#02369f\">Diagn\u00f3stico e triagem de uve\u00edte-AIJ&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>O rastreamento oftalmol\u00f3gico de uve\u00edte \u00e9 recomendado quando h\u00e1 suspeita ou diagn\u00f3stico de AIJ nas primeiras 6 semanas do diagn\u00f3stico.36 O exame ocular inclui teste monocular de acuidade visual apropriado para a idade, medi\u00e7\u00e3o da press\u00e3o intraocular (PIO), exame com l\u00e2mpada de fenda e fundoscopia dilatada.<\/p>\n\n\n\n<p>O exame com l\u00e2mpada de fenda identifica a inflama\u00e7\u00e3o da c\u00e2mara anterior pela presen\u00e7a de c\u00e9lulas, bem como complica\u00e7\u00f5es estruturais oculares, incluindo anormalidades de PIO (hipotonia, hipertens\u00e3o e \/ ou glaucoma), forma\u00e7\u00e3o de sin\u00e9quias, presen\u00e7a de catarata, ceratopatia em faixa, edema macular , membrana epirretiniana e \/ ou atividade inflamat\u00f3ria v\u00edtrea.37 A inflama\u00e7\u00e3o intraocular deve ser classificada de acordo com os crit\u00e9rios de padroniza\u00e7\u00e3o da nomenclatura da uve\u00edte (SUN) para a atividade da uve\u00edte (Tabela 1).29 A classifica\u00e7\u00e3o SUN tamb\u00e9m permite uma compara\u00e7\u00e3o do grau de inflama\u00e7\u00e3o entre as visitas, avaliar a resposta ao tratamento e a atividade da doen\u00e7a durante o seguimento (Tabela 2). A rea\u00e7\u00e3o da c\u00e2mara anterior \u00e9 a resposta mais sens\u00edvel \u00e0s medidas de tratamento, pois seu controle est\u00e1 associado a menos danos funcionais e melhor qualidade de vida relacionada \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sbop.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Captura-de-Tela-2021-10-18-as-11.05.50-896x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4072\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sbop.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Captura-de-Tela-2021-10-18-as-11.06.01-847x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4073\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>A Figura 1 apresenta o algoritmo para triagem da uve\u00edte associada \u00e0 artrite idiop\u00e1tica juvenil, combinando as orienta\u00e7\u00f5es do&nbsp;<em>American College of Rheumatology\/Arthritis Foundation&nbsp;<\/em>e do&nbsp;<em>British Society for Paediatric and Adolescent Rheumatology\/Royal College of Ophthalmology<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sbop.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Captura-de-Tela-2021-10-18-as-11.00.06.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4062\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-color\" style=\"color:#02369f\">Tratamento de uve\u00edte-AIJ<\/h3>\n\n\n\n<p>Figura 2. Algoritmo para o tratamento da uve\u00edte anterior cr\u00f4nica (UAC) relacionada \u00e0 artrite idiop\u00e1tica juvenil (AIJ) de acordo com o&nbsp;<em>American College of Rheumatology\/Arthritis Foundation&nbsp;<\/em>(ACR\/AF).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sbop.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Captura-de-Tela-2021-10-18-as-11.01.00.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4063\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Terapia sist\u00eamica inclui drogas modifocadoras de atividade de doen\u00e7a (DMARD) e biol\u00f3gicos.&nbsp;RCA: rea\u00e7\u00e3o de c\u00e2mara anterior; UAC: uve\u00edte anterior cr\u00f4nica; SC: subcut\u00e2neo; MTX: metotrexato; iTNF: inibidor do fator de necrose tumoral alfa (do ingl\u00eas,&nbsp;<em>tumor necrosis factor<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-color\" style=\"color:#02369f\">Complica\u00e7\u00f5es oculares da uve\u00edte e seu tratamento<\/h3>\n\n\n\n<p><em>Hipertens\u00e3o ocular<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>A hipertens\u00e3o ocular \u00e9 definida como tr\u00eas medidas sucessivas superiores a 21 mmHg ou uma \u00fanica medida superior a 30 mmHg.60 Ela pode ocorrer devido a v\u00e1rios fatores. Por exemplo, a inflama\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica pode causar uma malha trabecular disfuncional e a forma\u00e7\u00e3o de sin\u00e9quias, levando a um aumento da resist\u00eancia ao fluxo do humor aquoso. Isso pode ser ainda piorado pelo uso de ester\u00f3ides t\u00f3picos.61<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Apesar de ser a primeira linha de tratamento para&nbsp;<\/em>uve\u00edte-AIJ<em>, os col\u00edrios de glicocortic\u00f3ides t\u00f3picos, como prednisolona e dexametasona, est\u00e3o comumente associados a complica\u00e7\u00f5es oculares no cristalino e na malha trabecular. O uso de tr\u00eas gotas de glicocorticoides t\u00f3picos por dia durante 4 anos est\u00e1 associado a um risco aumentado de desenvolver catarata.62 Em pacientes que usam dexametasona 0,1% quatro vezes ao dia durante 8 semanas, uma press\u00e3o intraocular (PIO) aumentada (&gt; 21 mmHg) ocorreu em aproximadamente 60-70 % de pacientes.62<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>A PIO deve ser medida em cada visita por tonometria de aplana\u00e7\u00e3o ou tonopen.63 A seda\u00e7\u00e3o para a medi\u00e7\u00e3o da PIO deve ser evitada, se poss\u00edvel, e a tonometria de rebote pode ser considerada para triagem, embora superestime a PIO.60<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O aumento da PIO deve ser tratado imediatamente com anti-hipertensivos t\u00f3picos. Se a hipertens\u00e3o ocular persistir, cirurgia de filtragem de glaucoma ou goniotomia podem ser consideradas.64,65 Embora a ciclofotocoagula\u00e7\u00e3o por diodo transescleral (TD-CPC) j\u00e1 tenha sido relatada como uma t\u00e9cnica cir\u00fargica eficaz no controle da PIO no glaucoma secund\u00e1rio refrat\u00e1rio, ela n\u00e3o mostra bons resultados no controle da PIO como tratamento cir\u00fargico prim\u00e1rio em pacientes com AIJ. 66,67.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-color\" style=\"color:#02369f\">Catarata<\/h3>\n\n\n\n<p><em>O tratamento cir\u00fargico \u00e9 indicado para pacientes com catarata visualmente significativa. Os procedimentos cir\u00fargicos incluem lensectomia e vitrectomia via pars plana ou facoemulsifica\u00e7\u00e3o com ou sem implanta\u00e7\u00e3o de lente intraocular (IOL). A sele\u00e7\u00e3o do procedimento cir\u00fargico deve levar em considera\u00e7\u00e3o a idade do paciente, o padr\u00e3o de sin\u00e9quia, o progn\u00f3stico visual e a experi\u00eancia do cirurgi\u00e3o. O implante de LIO permanece controverso devido a uma resposta inflamat\u00f3ria mais agressiva no per\u00edodo p\u00f3s-operat\u00f3rio e uma maior chance de complica\u00e7\u00f5es.21, 78, 79<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-color\" style=\"color:#02369f\">Edema macular e inflama\u00e7\u00e3o refrat\u00e1ria<\/h3>\n\n\n\n<p><em>Os fatores que podem estar associados ao edema macular s\u00e3o altera\u00e7\u00f5es microvasculares, estresse inflamat\u00f3rio (relacionado \u00e0 dura\u00e7\u00e3o da uve\u00edte), cirurgia de catarata e hipotonia.89, 90<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O tratamento inicial para o edema inflamat\u00f3rio \u00e9 a terapia sist\u00eamica para o controle da uve\u00edte. Na maioria dos casos de uve\u00edte grave refrat\u00e1rios ao MTX associado a inibidores do TNF-\u03b1, o uso do anticorpo anti-receptor da interleucina-6 tocilizumabe (TCZ) mostrou bons resultados para resolu\u00e7\u00e3o do edema macular.91 Terapias intrav\u00edtreas devem ser consideradas se as terapias sist\u00eamicas s\u00e3o insuficientes.92 Recentemente, implantes injet\u00e1veis intraoculares de dexametasona biodegrad\u00e1vel t\u00eam sido usados para tratar edema macular e inflama\u00e7\u00e3o refrat\u00e1ria. Eles fornecem libera\u00e7\u00e3o local lenta de esteroides, com bons resultados no controle da inflama\u00e7\u00e3o, mas com alto \u00edndice de hipertens\u00e3o ocular. Mais estudos ainda s\u00e3o necess\u00e1rios para confirmar sua seguran\u00e7a e benef\u00edcios nesses pacientes.93<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-color\" style=\"color:#02369f\">Monitoramento no tratamento de uve\u00edte<\/h3>\n\n\n\n<p>Figura 3. Algoritmo para acompanhamento oftalmol\u00f3gico da uve\u00edte associada \u00e0 artrite idiop\u00e1tica juvenil de acordo com a atividade inflamat\u00f3ria e com a estrat\u00e9gia terap\u00eautica.<\/p>\n\n\n\n<p>*Avalia\u00e7\u00f5es devem ocorrer em intervalos entre 2 \u2013 6 semanas e podem ser ajustadas com base na frequ\u00eancia do glicocortic\u00f3ide t\u00f3pico prescrito, na press\u00e3o intraocular, no grau de inflama\u00e7\u00e3o e na presen\u00e7a de complica\u00e7\u00f5es, de acordo com a equipe multiprofissional respons\u00e1vel pelo tratamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>AIJ: artrite idiop\u00e1tica juvenil; RCA: rea\u00e7\u00e3o de c\u00e2mara anterior; UA: uve\u00edte anterior.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sbop.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Captura-de-Tela-2021-10-18-as-11.02.15.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4068\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-color\" style=\"color:#02369f\">Discuss\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise do perfil epidemiol\u00f3gico da AIJ brasileira \u00e9 desafiadora devido ao escasso banco de dados e \u00e0s marcantes diferen\u00e7as em seu territ\u00f3rio de dimens\u00f5es continentais. Dois estudos, investigando popula\u00e7\u00f5es locais, descobriram que a preval\u00eancia de AIJ entre crian\u00e7as menores de 16 anos variou de 34 a 196 \/ 100.000, que est\u00e1 dentro da preval\u00eancia global estimada (3,8 a 400 \/ 100.000) .7, 95, 96 Um desses relat\u00f3rios tamb\u00e9m analisou a uve\u00edte-AIJ e estimou sua preval\u00eancia em 5,6%, que est\u00e1 abaixo da preval\u00eancia global combinada (11,8%). 7, 97 O subtipo oligoarticular teve uma preval\u00eancia maior, em acordo com os dados internacionais.7, 97-99 Por\u00e9m, com apenas uma leve diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s preval\u00eancias das formas oligoarticular e sist\u00eamica da doen\u00e7a, em uma das s\u00e9ries.97 Al\u00e9m disso, n\u00e3o houve predomin\u00e2ncia do sexo, 97, 99 divergindo da evid\u00eancia global, 7 mas se assemelhando aos dados das popula\u00e7\u00f5es africanas, asi\u00e1ticas e afro-americanas.20 , 100 Apesar dessas informa\u00e7\u00f5es epidemiol\u00f3gicas, o tratamento da AIJ n\u00e3o sofreu nenhuma adapta\u00e7\u00e3o local, de forma que essa proposta terap\u00eautica pode ser utilizada em todo o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Um atraso no diagn\u00f3stico de uve\u00edte-AIJ pode resultar em danos irrevers\u00edveis na vis\u00e3o. De acordo com os dados atuais, um ter\u00e7o dos pacientes com AIJ apresenta complica\u00e7\u00f5es oculares no momento do diagn\u00f3stico.2 As taxas de incid\u00eancia de complica\u00e7\u00f5es oculares podem chegar a 67% das crian\u00e7as com AIJ.2<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a triagem eficiente funciona como preven\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria, pois \u00e9 essencial para evitar o comprometimento da vis\u00e3o e melhorar a qualidade de vida relacionada \u00e0 sa\u00fade dos pacientes com AIJ. Outra considera\u00e7\u00e3o, \u00e9 que se trata de uma popula\u00e7\u00e3o com doen\u00e7as cr\u00f4nicas e integrantes de uma futura for\u00e7a de trabalho. A defici\u00eancia visual pode impactar tanto a educa\u00e7\u00e3o quanto o emprego.<\/p>\n\n\n\n<p>O tratamento da uve\u00edte-AIJ pode ser desafiador devido \u00e0s consultas oftalmol\u00f3gicas frequentes e ao tratamento sist\u00eamico conduzido por uma equipe especializada de reumatologistas e oftalmologistas pedi\u00e1tricos. Portanto, uma recomenda\u00e7\u00e3o formal para a realiza\u00e7\u00e3o de seu tratamento e acompanhamento \u00e9 essencial e deve incluir os medicamentos biol\u00f3gicos e sint\u00e9ticos dispon\u00edveis no sistema de sa\u00fade nas diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds. A ades\u00e3o aos medicamentos e \u00e0s consultas com o oftalmologista e reumatologista pedi\u00e1trico tamb\u00e9m devem ser refor\u00e7adas periodicamente, principalmente para adolescentes com AIJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras formas de uve\u00edte anterior na inf\u00e2ncia ocorrem com menos frequ\u00eancia, mas os tratamentos s\u00e3o t\u00e3o desafiadores quanto o da uve\u00edte-AIJ. Estas tamb\u00e9m podem ser conduzidas sob as orienta\u00e7\u00f5es desta diretriz e incluem a uve\u00edte associada \u00e0 artrite granulomatosa pedi\u00e1trica (tamb\u00e9m conhecida como S\u00edndrome de Blau) e \u00e0 espondilite anquilosante juvenil. A s\u00edndorme de Blau \u00e9 uma doen\u00e7a autoinflamat\u00f3ria e granulomatosa monog\u00eanica resultante de muta\u00e7\u00f5es NOD2; ela se apresenta com artrite, dermatite e uve\u00edte. O paciente geralmente apresenta uma panuve\u00edte granulomatosa cr\u00f4nica bilateral com les\u00f5es coriorretinianas multifocais. A uve\u00edte anterior e posterior ativa pode persistir em mais da metade dos pacientes, apesar da terapia t\u00f3pica e sist\u00eamica combinada. A uve\u00edte do Blau est\u00e1 associada a altas taxas de complica\u00e7\u00f5es oculares e defici\u00eancia visual moderada a grave.101 A espondilite anquilosante juvenil \u00e9 uma artropatia espinhal cr\u00f4nica predominante em homens com HLA-B27 positivo em 91% dos pacientes.102 O envolvimento ocular caracter\u00edstico \u00e9 a UAA unilateral grave. A uve\u00edte observada em 10-15% desses pacientes pode ser recorrente, alternando entre os olhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, ap\u00f3s uma revis\u00e3o cient\u00edfica abrangente sobre uve\u00edte-AIJ, o objetivo da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pedi\u00e1trica (SBOP) era fornecer diretrizes baseadas em evid\u00eancias para a rotina pr\u00e1tica de rastreamento, diagn\u00f3stico, tratamento e monitoramento de uve\u00edte-AIJ sob a perspectiva conjunta de especialistas em oftalmologia e reumatologia de todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-color\" style=\"color:#02369f\">Refer\u00eancias<\/h3>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Sen ES, Ramanan AV. Juvenile idiopathic arthritis-associated uveitis. Best Pract Res Clin Rheumatol 2017;31:517-534.<\/li>\n\n\n\n<li>Jari M, Shiari R, Salehpour O, Rahmani K. 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