{"id":235,"date":"2023-06-29T19:24:29","date_gmt":"2023-06-29T22:24:29","guid":{"rendered":"https:\/\/sbop.com.br\/paciente\/?post_type=doenca&#038;p=235"},"modified":"2024-11-04T12:35:51","modified_gmt":"2024-11-04T15:35:51","slug":"retinopatia-da-prematuridade","status":"publish","type":"doenca","link":"https:\/\/sbop.com.br\/paciente\/doenca\/retinopatia-da-prematuridade\/","title":{"rendered":"RETINOPATIA DA PREMATURIDADE"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O QUE \u00c9 A RETINOPATIA DA PREMATURIDADE?<\/h4>\n\n\n\n<p>A retinopatia da prematuridade (ROP) \u00e9 uma doen\u00e7a ocular que afeta beb\u00eas prematuros. Ela ocorre quando os vasos sangu\u00edneos da retina, a parte do olho respons\u00e1vel pela vis\u00e3o, n\u00e3o se desenvolvem normalmente. Em casos graves, pode evoluir com descolamento de retina e cegueira.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">QUAIS S\u00c3O AS CAUSAS DA RETINOPATIA DA PREMATURIDADE?<\/h4>\n\n\n\n<p>O baixo peso ao nascer e a idade gestacional menor que 32 semanas s\u00e3o os fatores de risco mais importantes para o desenvolvimento de ROP. Outros fatores associados \u00e0 presen\u00e7a de ROP incluem anemia, baixo ganho de peso, necessidade de uso de oxig\u00eanio suplementar, transfus\u00e3o de sangue, dificuldade respirat\u00f3ria e mau estado geral da crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">QUAIS S\u00c3O OS SINTOMAS DA RETINOPATIA DA PREMATURIDADE?<\/h4>\n\n\n\n<p>Nos est\u00e1gios iniciais, a ROP n\u00e3o apresenta sintomas vis\u00edveis. A doen\u00e7a \u00e9 detectada atrav\u00e9s de exames oculares realizados por um oftalmologista. Em casos avan\u00e7ados, pode levar a descolamento da retina, o que pode causar perda de vis\u00e3o e perda do reflexo vermelho (reflexo branco no olho afetado).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">COMO SE DIAGNOSTICA A RETINOPATIA DA PREMATURIDADE?<\/h4>\n\n\n\n<p>A ROP \u00e9 diagnosticada atrav\u00e9s de exame de fundo de olho realizado por um oftalmologista com as pupilas dilatadas (Figura 1).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sbop.com.br\/paciente\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2023\/06\/figura-1.png\" alt=\"https:\/\/sbop.com.br\/paciente\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2023\/06\/figura-1.png\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Figura 1. Fotografia de um exame de fundo de olho realizado em um beb\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p>Os beb\u00eas com menos de 1500 gramas e com idade gestacional inferior a 32 semanas devem ser submetidos a exames oftalmol\u00f3gicos para monitorar a ROP ainda na UTI neonatal. O primeiro exame deve ocorrer em torno de 30 dias de vida do beb\u00ea. Outros beb\u00eas que s\u00e3o considerados de alto risco pelo neonatologista tamb\u00e9m podem ser rastreados.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">COMO SE CLASSIFICA A RETINOPATIA DA PREMATURIDADE?<\/h4>\n\n\n\n<p>A ROP \u00e9 descrita por sua localiza\u00e7\u00e3o no olho (zona), pela gravidade da doen\u00e7a (est\u00e1gio) e pela apar\u00eancia dos vasos retinianos (doen\u00e7a Plus).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro est\u00e1gio da ROP \u00e9 uma linha de demarca\u00e7\u00e3o que separa a retina normal da retina prematura. O est\u00e1gio 2 \u00e9 uma crista que tem altura e largura (Figura 2). O est\u00e1gio 3 \u00e9 o crescimento de neovasos anormais e fr\u00e1geis (Figura 3). \u00c0 medida que a ROP progride, os vasos sangu\u00edneos podem tornar-se engurgitados e tortuosos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sbop.com.br\/paciente\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2023\/06\/figura-2.png\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Figura 2: Retinografia ilustrando o est\u00e1gio 2 da ROP.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sbop.com.br\/paciente\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2023\/06\/figura-3.png\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Figura 3: Retinografia ilustrando o est\u00e1gio 3 da ROP.<\/p>\n\n\n\n<p>Os est\u00e1gios 4 e 5 correspondem a descolamento de retina.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">QUANDO E COMO \u00c9 REALIZADO O TRATAMENTO DA RETINOPATIA DA PREMATURIDADE?<\/h4>\n\n\n\n<p>Quando a ROP atinge um certo n\u00edvel de gravidade e o potencial de descolamento de retina (com poss\u00edvel perda permanente da vis\u00e3o) \u00e9 considerado alto, h\u00e1 necessidade de tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem duas formas de tratamento. O primeiro m\u00e9todo \u00e9 a abla\u00e7\u00e3o a laser, aplicada \u00e0 por\u00e7\u00e3o imatura da retina (Figura 4). Este m\u00e9todo de tratamento existe h\u00e1 muitos anos e ainda \u00e9 o m\u00e9todo mais comum de tratamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sbop.com.br\/paciente\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2023\/06\/figura-4.png\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Figura 4: Retinografia ilustrando marcas de laser na por\u00e7\u00e3o imatura da retina<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo m\u00e9todo de tratamento envolve uma inje\u00e7\u00e3o de medicamento antiogiog\u00eanico. Estes medicamentos podem ser usados como uma alternativa ao tratamento com laser. A inje\u00e7\u00e3o \u00e9 um tratamento mais recente. Embora os resultados tenham sido encorajadores, mais pesquisas est\u00e3o sendo feitas para ajudar a determinar a seguran\u00e7a a longo prazo, a dose ideal e as taxas de recorr\u00eancia da ROP.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado do tratamento a laser ou medicamentoso para a ROP \u00e9 geralmente favor\u00e1vel com o desaparecimento de vasos sangu\u00edneos anormais e a resolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a Plus. Contudo, apesar do tratamento, a ROP \u00e0s vezes continua a piorar e a retina pode descolar. Olhos com descolamento de retina causado por ROP apresentam um mau progn\u00f3stico visual. O descolamento de retina pode ser tratado com vitrectomia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">A RETINOPATIA DA PREMATURIDADE PODE SER PREVENIDA?<\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp;N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel evitar a ROP, mas a preven\u00e7\u00e3o do parto prematuro \u00e9 a melhor forma de reduzir o risco. Al\u00e9m disso, o monitoramento cuidadoso dos n\u00edveis de oxig\u00eanio em beb\u00eas prematuros pode ajudar a minimizar o risco de desenvolvimento da ROP.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">COMO DEVE SER REALIZADO O ACOMPANHAMENTO DA RETINOPATIA DA PREMATURIDADE?<\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 muito importante realizar os exames oftalmol\u00f3gicos ap\u00f3s a alta hospitalar, pois a ROP pode n\u00e3o ser resolvida antes da alta. O momento desses exames \u00e9 cr\u00edtico, pois atrasos no tratamento podem aumentar o risco de perda da vis\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, mesmo com o tratamento bem-sucedido da ROP, a prematuridade pode levar a outras anormalidades da vis\u00e3o. A prematuridade \u00e9 um fator de risco para o desenvolvimento de <a href=\"https:\/\/sbop.com.br\/paciente\/doenca\/ambliopia\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/sbop.com.br\/paciente\/doenca\/ambliopia\/\">ambliopia<\/a> (olho pregui\u00e7oso), desalinhamento ocular (<a href=\"https:\/\/sbop.com.br\/paciente\/doenca\/estrabismo-desvio-ocular-olho-torto-vesgo\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/sbop.com.br\/paciente\/doenca\/estrabismo-desvio-ocular-olho-torto-vesgo\/\">estrabismo<\/a>), necessidade de \u00f3culos e <a href=\"https:\/\/sbop.com.br\/paciente\/doenca\/deficiencia-visual-cortical-cerebral-cvi\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/sbop.com.br\/paciente\/doenca\/deficiencia-visual-cortical-cerebral-cvi\/\">defici\u00eancia visual cortical<\/a>. Portanto, todo beb\u00ea prematuro precisa de avalia\u00e7\u00f5es frequentes de um oftalmologista.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bibliografia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Retinopathy of prematurity. Dispon\u00edvel em: :&nbsp;<a href=\"https:\/\/aapos.org\/glossary\/retinopathy-of-prematurity\">https:\/\/aapos.org\/glossary\/retinopathy-of-prematurity<\/a>. Acesso em: 24 de jun. de 2024.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","class_list":["post-235","doenca","type-doenca","status-publish","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sbop.com.br\/paciente\/wp-json\/wp\/v2\/doenca\/235","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sbop.com.br\/paciente\/wp-json\/wp\/v2\/doenca"}],"about":[{"href":"https:\/\/sbop.com.br\/paciente\/wp-json\/wp\/v2\/types\/doenca"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sbop.com.br\/paciente\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=235"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}